Galeto, bom demais.

Mais uma vez, foram os imigrantes italianos, estas figuras sempre presentes em nosso imaginário estomacal, que trouxeram esta iguaria para o Brasil, lá pelos anos 30. Ou pelo menos adaptaram por aqui, a “passarinhada” de lá, trocando os passarinhos por frangos abatidos no 1º mês de nascidos. Das colônias do sul, o “Galeto” ganhou o Brasil, com diversos acompanhamentos, como saladas várias, arroz à grega ou com amêndoas e farofa, massas, polentas fritas, até sopa de capeletti, uma deliciosa opção para os dias mais menos quentes.

Coluna 117

Existem Galeterias por todo o país, mas nas cidades de São Paulo e principalmente no Rio são uma verdadeira instituição gastronômica, desde as mais simples, com aquela cara simpática de botequim carioca (azulejos de 2 cores, mesinhas de madeira, um longo balcão e muito bate papo…), até as mais sofisticadas. Em BH, há por exemplo o tradicionalíssimo Galeto Itália, com 21 anos de funcionamento na Savassi. E a mais nova especializada do ramo, a descolada L’Esperto, no Funcionários. Por aqui, o prato costuma entrar e sair de alguns cardápios e infelizmente hoje, não tenho notícia de onde encontrá-lo, o último de que me lembro foi na casa que antecedeu ao atual Gibs, não sei se mantiveram.

Mas a melhor galeteria do mundo pode ser na sua casa. O prato é leve, saboroso, fácil de preparar e combina muito com uma cerveja Lager/Pilsner, se acompanhada de uma farofinha ou fritas. Já no vinho, as combinações possíveis são todas, dependendo do acompanhamento, da temperatura e do seu palpite na hora “H”. Pode ser um tinto mais leve, como Merlot ou Tempranillo, se for escoltado por um arroz à grega, farofa de bacon ou um capeletti ensopado. Um branco mais estruturado ou um rosado, se for acompanhado de massa leve ou polenta.

A principal dica é o tempero, por isso o ideal é marinar os bichinhos com pelo menos 6 horas de antecedência. Pode ser com vinho branco seco, ervas finas, pimenta do reino, lima ou limão siciliano, alho e cebola. Depois, se tiver um braseiro, é o ideal para conservar o sabor dos condimentos. Mas se não, vamos de forno pré-aquecido a 200 graus, metade do tempo coberto com papel alumínio, metade sem, com uma boa lambuzada de manteiga, sopa creme de cebola (aquelas de saquinho) e um pouco de shoyo, para dar aquela dourada, o que deve acontecer depois de cerca de 45 minutos.

Sugestão de acompanhamento: um “Fettuccine al Limone, muito fácil, rápido, leve, gostoso. Para 2 pessoas: 500g de fettuccine grano duro, 200 ml de creme de leite (de preferência fresco) 2 colheres de sopa de manteiga, 2 iguais de parmesão ralado na hora. 1 limão-siciliano, pimenta-do-reino branca e sal a gosto.

Preparo

Coluna 117

Cozinhe a massa em água fervente com sal e escorra. Numa panela grande, em fogo moderado, derreta a manteiga e misture com o suco e as raspas do limão rapidamente. Cuidado para não raspar a parte branca, muito azeda. Acrescente o creme de leite e deixe reduzir, mexendo sempre. Tempere com sal e pimenta. Desligue o fogo e misture a massa. Finalize com o queijo parmesão. Ecco!

Sugestão de harmonização: Um branco aromático, vivo e macio.

Terrazas Torrontes Reserva (Argentina), ou Viu Manent Chardonnay Reserva Estate Colletion (Chile), ou Sauvignon Blanc Evolución Reserva Casa Donoso (Chile).

Sabor e Saber News

Vinhoterapia

Terminou na semana passada mais uma edição do Curso “O Fascinante Mundo do Vinho”, coordenado por mim no Espaço Gourmet da amiga Lucrécia Donato. Durante os 4 encontros, tivemos o auxílio luxuoso do Chef Anisinho Rachid preparando receitas orientadas para combinar perfeitamente com os vinhos servidos e a aprovação foi geral. Canapés de damasco, parma e brie com espumantes argentinos e champagne francês Montaudon. Brancos tranquilos do Novo e Velho Mundos, com uma torta cremosa de frango, queijos e palmito. Rosados de estilos diferentes acompanhando uma massa com molho de tomates frescos e frutos do mar. E finalmente iscas de filet e batatas gratinadas com 2 tintos de Bordeaux de bom pedigree. Um mais jovem com 4 anos e outro especialíssimo “La Terrase de L’ille Verte” safra 2000. Os convivas puderam assim comparar virtudes de vinhos do mesmo terroir, com idades e amadurecimentos diferentes, comprovando os efeitos do tempo em relação aos seus gostos pessoais. E é claro, além das degustações, o que fica claro, a cada turma, é o caráter sócio cultural dos encontros, onde falamos sobre a geografia, as biografias, a história e as estórias por trás dos vinhos de origens diversas. Tudo num clima de amizade e descontração em torno da mesa, aliás sempre muito bem montada por Madame Lucrécia e nossa querida Maria. Horas de nos esquecermos um pouco “das dores do mundo”, como dizia o poeta, e brindar ao sabor e ao saber. A próxima turma está sendo formada para início em 31 de Outubro, com número máximo de 14 vagas, para uma melhor inteiração durante as aulas. Inscrições: 9987-9636 (Paulo) e 9986-4200 (Lucrécia). Bem-vindos!

IMG_0038

Benvenuto a tutti

Bem-vindos também ao terceiro jantar promovido pela coluna, dando sequencia ao tour enogastronômico internacional. Depois de Portugal e Argentina. No dia 24 de Outubro é a vez de “Sabores de Itália”. No cardápio, bruschettas, massas e sobremesas típicas, acompanhadas de vinhos de diferentes regiões deste país que é parte genuína de nossa cultura culinária e está no DNA de tantas famílias brasileiras. E um tempero a mais: um show, no melhor formato posteggia das cantinas napolitanas, com o talentoso e carismático cantor italiano ‘Sergio Dinapoli’, sucesso nas últimas edições da famosa festa italiana de rua  em BH e nosso convidado especial. No repertório, além das inesquecíveis “Roberta”, “Champagne”, “Il Mondo” e outras do gênero, clássicos da nossa MPB em língua italiana, terminando a noite com uma animada “Funiculi Funiculá, para quem quiser se arriscar a bailar uma tarantella. Convites limitados (as dos jantares anteriores se esgotaram em 4 dias), através dos fones 3222-8420 (Gustavo), 9987-9636 (Paulo) e 8826-0078 (Lauro). Também na PRP:  Rua Espírito Santo, 868 e no Deck Beer.

IMG_1313

Louras na Serraria

Boa pedida para o feriado de 7 de setembro é conferir o Minas MixBeer – Festival de cervejas especiais na Serraria Souza Pinto, um dos espaços mais tradicionais de Belo Horizonte. Minas já é reconhecida internacionalmente como um interessante polo de fabricação de cervejas artesanais de vários estilos, que poderão se degustadas no delicioso evento,  que terá segundo os organizadores, cerca de 180 rótulos diferentes, distribuídos em 35 estandes ocupados por cervejarias, importadores, distribuidores, bares e restaurantes. Também shows musicais, palestras e um congresso de empreendedores do ramo cervejeiro no Brasil.

Onde: Serraria Souza Pinto – Endereço: av. Assis Chateaubriand 809, Floresta, Belo Horizonte

Data: 6 e 7/9 – Funcionamento: sexta das 15h à 1h; sábado das 12h à 1h – Ingressos: R$20 (inteira) e R$10 (meia)

Informações: (31) 2552-7770

mix beer