“Este negócio de vinho é frescura”…

E é mesmo…estes negócios de gastronomia, temperinhos, ervinhas, cervejas de puro malte, vinhos e cachaças especiais, tudo isso contribui para dar ares frescos e revigorantes à vida. Pois é, até o Papa recentemente falou aos fiéis sobre a importância que tem o “frescor do carisma” para a missão evangelizadora.

E quem é da religião da boa mesa sabe: o que não falta aqui é carisma.

Em minhas procissões buscando cheiros e gostos, muitos encontros encantadores, biografias plenas de amor e dedicação à terra e seus frutos; muito artesanato, tecnologia, história e talento genuíno. E, como parte indissolúvel da receita, muita hospitalidade e bons papos.

Um brinde à todos que compartilham a fé num homem melhor quando cozinha e compartilha, quando come e bebe com moderação e bom gosto, os sabores e os saberes.

Feliz safra 2015 !

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Os números de 2014

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos em Sydney, Opera House tem lugar para 2.700 pessoas. Este blog foi visto por cerca de 9.600 vezes em Se fosse um show na Opera House, levaria cerca de 4 shows lotados para que muitas pessoas pudessem vê-lo.

Clique aqui para ver o relatório completo

Novo point dos wine lovers em Tiradentes

Há pouco mais de 2 anos, o moveleiro Francisco Rodriguez pensou o que para muitos poderia parecer óbvio, abrir um Wine Bar em Tiradentes. Só que entre pensar e fazer, ele foi o pioneiro a focar na enogastronomia não como pano de fundo, mas como palco principal. O Pacco & Bacco, é um bar de vinhos com expressiva arquitetura, ambiente que foge um pouco ao padrão barroco e centenas de rótulos de todo o mundo, com restaurante que traz um cardápio muito bem harmonizado e constantemente renovado. Francisco, que está sendo fazendo as honras da casa, também inaugurou no ano passado o 1º Vinho & Jazz Festival, que promete se transformar em mais um evento famoso em todo o Brasil, entre os amantes da boa mesa e boa música. E de um bom papo, como este que batemos com ele, entre um gole e outro de Cava.

 

Francisco, qual a proposta enogastronômica do Pacco&Bacco?

        Uma proposta contemporânea, alta gastronomia. Criamos o Festival de Vinhos e Jazz, para transformar nosso destino turístico com foco enogastronômico. Estamos a 927 m de altitude, um clima temperado, propício ao consumo dos vinhos tintos no inverno e quente o suficiente, sem se tornar desagradável no verão, para o consumo dos brancos e espumantes. Temos uma carta de vinhos dinâmica, que sempre está mudando, para sempre oferecer bons vinhos a bons preços. Contamos com dois sommeliers da ABS-MG exclusivos da casa, eu e minha esposa, Lionara Rodriguez, sempre realizando  viagens para enófilos e pesquisando novos vinhos para serem

Inseridos à nossa carta.

Além da carta de vinhos bem selecionada, o currículo e o talento do Chef é um atrativo à parte?

O nosso Chef, Rafael Pires Justino, aos 27 anos, já trabalhou com os grandes chefs brasileiros e esteve 2 anos em Toronto, Canada, em 3 restaurantes. Ainda 2 anos em Lyon, França, no Instituto Paul Boucuse e 1 ano no Sofitel de Abu Dhabi. Ao terminar seu contrato no Oriente Médio decidiu voltar para o Brasil e desta vez, para assumir a autoria de uma cozinha. Acho que foi uma grande parceria. Rafael desenvolveu um cardápio contemporâneo sem perder a sua identidade mineira.  

Fale um pouco dos detalhes da casa: arquitetura, decoração e iluminação.

Paulo, quando pensamos neste projeto, queríamos algo diferente, que viesse somar ao já consolidado destino gastronômico que é Tiradentes. Nos veio a idéia de uma desconstrução da arquitetura tradicional, ou seja, uma roupagem contemporânea. Usamos a pedra, madeira, ferro, o cimento queimado, tijolo de barro, cobre, lâmpadas incandescentes, resultando num ambiente sofisticado sem perder o aconchego, se inserindo à belíssima arquitetura colonial e barroca da cidade. Com o uso destes materiais juntamos, contemporaneidade e tradição em um casarão do séc. XVIII, na famosa Rua Direita.

A iluminação também uma atração a parte, assinada pelo premiadíssimo iluminador de teatro, Maneco Quinderé.

Com o sucesso de público, já se pensa em expansão?

Sim, criamos um espaço lounge na lateral do restaurante que é um sucesso e já pensamos em expandir para a casa ao lado. Não fizemos ainda porque não temos certeza do projeto arquitetônico deste anexo e ainda buscamos uma mão de obra especializada para realizar um serviço à altura dos nossos padrões.

Mas em breve teremos novidades.

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Mitos e Verdades sobre o Vinho

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Assim como tantos outros temas, o vinho também está sujeito a muitas verdades absolutas que merecem uma reflexão ponderada para sua desmistificação. O objetivo é garantir a sua subjetividade como apreciador na degustação da bebida de maneira mais ampla e prazerosa, despida de preconceitos. Vamos a um breve “Wine Quiz”, com algumas dúvidas mais comuns:

 

 

Vinho quanto mais velho, melhor?

Absolutamente não. Acredita-se que hoje em dia, menos de 10% dos vinhos produzidos no mundo são realmente adequados e preparados para evoluir com o tempo em aromas e sabores. Antigamente, do contrário,  técnicas mais precárias na vinificação, como por exemplo uma prensagem e maceração das uvas menos suave e controlada,  resultava em vinhos mais “rústicos”, com muito tanino (polifenóis responsáveis pela adstringência do vinho), que necessitavam de mais tempo para “amaciar”. E quanto a ser melhor ou não, depende principalmente do gosto de cada um. Vinhos jovens (brancos até 3 anos, tintos até 5 anos em média), são mais frutados e potentes, vinhos velhos tendem a um paladar mais maduro e aveludado.

Vinho de uma uva só é superior?

Não há nenhuma razão lógica para isto. Tanto vinhos “varietais”, (de um só tipo de uva), ou “cortes” (de 2 ou mais uvas), podem ser muito apreciados, desde que corretamente vinificados. A diferença básica é que os primeiros exibirão mais fielmente a tipicidade da casta utilizada, enquanto os segundos resultarão em um estilo que une qualidades muitas vezes complementares de várias uvas, de acordo com a proposta do enólogo que faz o vinho. Variedades como a tinta Merlot, por exemplo, podem ser usadas num corte para aportar maciez e leveza ao conjunto da obra, assim como a Baga pode acrescentar mais acidez, e assim por diante.

Devemos preferir vinhos “reserva”?

Mais uma vez não. Termos como “reserva”, “reservado”, “garrafeira” (em Portugal), “Crianza” (Espanha”), presentes em muitos rótulos, significam que o vinho estagiou em barricas de madeira e/ou em garrafas, por um tempo mínimo de acordo com a legislação de seu país de origem, antes de chegar ao mercado consumidor. Aliás, em alguns países com uma legislação menos rígida, nem isso, podem ser apenas estratégias de marketing para atrair o consumidor desinformado. Assim, estas denominações não representam, por si só, garantia de qualidade, mas indica um estilo de vinho em geral mais amadeirado.

Vinho tinto se toma sempre na temperatura ambiente?

Nos países mais frios, comumente sim. No Brasil, principalmente no verão, se orienta que não. Isso porque numa temperatura ambiente superior a 20 graus centígrados, a maioria dos tintos, principalmente jovens, irá parecer mais “pesado” e alcóolico, enquanto abaixo de 10 graus, perderá muito de seus aromas e parecerá mais seco e adstringente. Nessa altura, você já deve ter concluído, a temperatura considerada ideal para que a maioria dos tintos seja degustada com o máximo de prazer, está em torno de 14 graus. Se você ainda não possui uma pequena adega climatizada, saiba que provavelmente a parte inferior da porta de sua geladeira tem em torno de 10 graus, então é só tirar o vinho tinto uns 15 minutos antes de servir.

Que nem Jesus?

miracle Machine

Os americanos Kevin Boyer e Philip James, juntaram as expertises californianas do Vale do Silício, (a meca da eletrônica), com a do Vale do Napa, (maior região vinícola dos E.U.A), para reproduzir o primeiro milagre da extensa lista de Jesus de Nazaré : transformar água em vinho, convenhamos, o sonho de muito apreciador da bebida.

O invento tem o formato de uma garrafa, batizada de “The Miracle Machine”, vai custar cerca de 500 dólares no mercado ainda neste ano e promete fazer vinho “caseiro” em 3 dias.

Como? Através de uma série de sensores, transdutores elétricos, aquecedores e bombas que irão acelerar a fermentação da bebida, usando kits de ingredientes (US$ 2  cada) concentrados. Estes proporcionam alguns estilos diferentes de vinho, como por exemplo, com mais ou menos madeira, mais ou menos álcool, etc.

No site www.themiraclemachine.net , além de saber mais sobre a engenhoca, pode-se comprar vinhos (que não foram feitos pela maquininha) e simultaneamente fazer donativos para o projeto que tem o nome inverso. Wine-to-Water ou Do Vinho para Água, é um projeto humanitário focado em levar o fornecimento regular de água potável a várias regiões pobres do mundo, ajudando a amenizar uma série de doenças.

Este sim, o bom e verdadeiro milagre.

Receita para a Copa

Copa é sinônimo de taça. Opa! Por que não acompanhar os jogos da Copa do Mundo com uma tacinha do seu vinho predileto. De receitas o Felipão anda cheio, mas vai aí mais uma, não de tática mas de forno e fogão. Dá pra finalizar nos 15 minutos do intervalo e forma tabelinha perfeita com vários estilos de vinho: um branco mais encorpado como um Chardonnay barricado ou um tinto leve como um Pinot Noir, com algum toque de madeira, que vai bem com o defumado.

Tortinhas de Costelinha Defumada com Maçã Verde (Pot Pies)  (Caderno de receitas da Wine.com)

Rendimento: 6 tortinhas – Tempo de preparo: 1 hora – Dificuldade: Média

Ingredientes:

  • 600 g de costelinha defumada desfiada
  • 150 g de bacon cortados em cubinhos
  • 2 maçãs verdes cortadas em cubinhos
  • 1 xícara (chá) de caldo de carne dissolvido na água quente
  • 1 colher (sopa) de farinha de trigo
  • 1 colher (sopa) de azeite
  • 1 colher (sopa) de salsa picada
  • Sal e pimenta do reino à gosto
  • 300 g de massa folhada semipronta
  • 1 ovo

Preparo:

Com um rolo, abra a massa folhada e corte com um copo em discos. Em uma panela, aqueça o azeite e doure o bacon. Junte a costelinha e as maçãs e cozinhe em fogo médio até ficarem macias. Acrescente o caldo e a farinha, mexendo até adquirir uma consistência cremosa. Retire do fogo e tempere com a salsa, sal e pimenta. Distribuia a mistura em pequenos potes refratários, cubra com o disco de massa folhada e pincele por cima com ovo batido. Leve ao forno médio, até dourar a massa.  Imagem