Dicas de compras para seus vinhos no Réveillon

As altas do dólar iniciadas há alguns meses atrás, podem estar se refletindo nos preços de vinhos e espumantes, já que os estoques dos atacadistas e varejistas vem sendo agora renovados. Além disso, existe o natural aquecimento da demanda por estes produtos, nesta época. Mas como no meio do ano houve uma estocagem de produtos estrangeiros mais alta que de costume, por causa de rumores sobre aumento de tarifas de importação, convém procurar bem, ainda existem boas promoções, em plena véspera de Réveillon.

Além dos vinhos dos países vizinhos, é bom prestar atenção nos rótulos de Espanha, Portugal e Itália, que estão colocando no mercado exemplares com preços mais baixos, para ajudar a driblar suas crises econômicas.

Outra dica é sobre a safra, que é o ano da colheita. No Réveillon, os brancos e espumantes são tradição e acompanham bem a maioria dos pratos típicos da ocasião. Mas, é bom lembrar que ambos são vinhos para serem bebidos jovens, com todo o frescor que os caracteriza, exceção a alguns exemplares feitos espacialmente para evoluir com o tempo, caso de Champagnes Milesime, de safras únicas, ou de brancos “tranquilos” estagiados em madeira. Evite portanto, brancos e espumantes com mais de 4 anos (o ano de safra, mais 3), principalmente se as garrafas estiverem próximas a muita incidência de luz ou calor.

Alguns rótulos podem conter a palavra “Reserva”, o que não significa automaticamente que o vinho é de qualidade superior, mas que pode ter estagiado algum tempo em barricas de madeira, ou é procedente dos melhores vinhedos da vinícola. Na América do Sul, não existe uma legislação quanto a este tempo nem ao uso desta expressão, assim somente as empresas mais conceituadas a usam com responsabilidade. Outras nem tanto, somente para fisgar consumidores incautos. Se a inscrição for simplesmente “Reservado”, a segunda hipótese é a mais provável.

Já na Espanha, a legislação determina que, para ter a palavra “Reserva” no rótulo, o vinho precisa ficar por pelo menos 12 meses em barricas de carvalho e ainda, mais 2 anos na garrafa antes de ir ao mercado. Já um “Gran Reserva” deve passar pelo menos 18 meses em carvalho, e mais 3 anos na garrafa, antes de começar a ser distribuído. Na Itália, a palavra “Riserva” significa que o vinho foi envelhecido por pelo menos 3 anos. Os Barolos, Barbarescos ou Brunellos di Montalcino, devem obedecer um período mínimo de amadurecimento, entre barrica e garrafa, de 5 anos.

REVEILLON2014menor

Tipos de vinhos e seus pratos

BRANCO – Chardonnay e Sauvignon Blanc são as uvas mais conhecidas. Irão bem com peixes, carnes brancas, frutos do mar, dos queijos leves e saladas.

TINTO – As principais uvas tintas são Cabernet Sauvignon, Merlot, Tempranillo, Syrah, Pinot Noir, Malbec e Carmenère. Em geral, harmonizam com carne vermelha, risotos, massas e queijos.

ROSÉ – Muitas vezes feitos com as mesmas castas acima. O resultado é um vinho flexível, que vai bem com carnes brancas, peixes, frutos do mar, saladas e petiscos.

ESPUMANTE – O tipo mais “coringa”. Os classificados como Brut, combinam bem com carnes de caça, frangos e perus, peixes, ensopados, frutos do mar, castanhas, petiscos em geral, queijos médios e curados, saladas e até sobremesas leves à base de frutas.

Coluna 118

“O vinho e a música sempre foram para mim um magnífico saca-rolhas!”

Anton Tchekhov

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