Saboreando e Sabendo receitas e histórias: Molho Alfredo e Isla Negra

Carne suculenta, uma boa massa, queijo cremoso e tomate maduro: tudo junto aqui e agora, soa quase irresistível certo? Ainda mais ao lado de uma taça de um bom vinho. Pois esta é hora daquelas receitas despretensiosas que um amante da mesa adora fazer numa noite de segunda (só pra desmistificar a segunda) e se deliciar com seus próprios dotes, sem esquecer a autocrítica. E como é quase como um nosso mantra: Rápida, prática, e muito saborosa.

Desta vez, a ideia foi ter no mesmo prato 2 molhos ótimos, um de tomate bem
temperado, outro de queijo. Este último, no caso, o famoso molho “Alfredo”, que se pode também comprar pronto de boas marcas importadas (no Bistrô Boulevard tem um ótimo). Um pouco de Saber: Na versão original italiana, não tem creme de leite, e o molho é finalizado na frente do cliente, no próprio prato, o que o torna uma atração à parte até hoje no restaurante Il Vero Alfredo em Roma, e em 2 espécies de franquias no Brasil, em Salvador e em Curitiba . E porque este molho aparentemente simples é tão famoso?

Seu criador, Alfredo di Lelio, o preparou em Roma pela primeira vez em 1908, para sua esposa Inez, abatida depois da gravidez (rimou). Aprovado, o prato foi para o cardápio do pequeno restaurante que di Lelio mantinha na Piazza Rosa, e depois na casa finalmente inaugurada com seu nome, “Alfredo”, em 1914 na Via della Scrofa.

O que tornou o Fettuccine Alfredo um sucesso internacional foi uma visita ao restaurante do casal de astros hollywoodianos do cinema mudo, Mary Pickford e Douglas Fairbanks. Eles gostaram tanto que presentearam o proprietário com par de talheres de ouro, com os quais a massa começou a ser feita no salão entre os clientes. Junte a isso um bigodão de pontas viradas, eternizado em 3 gerações da família e um grande carisma  e Ecco! O Alfredo virou ícone e desde então recebe celebridades do mundo inteiro.

Coluna 112

 Mini Penne com Entrecote aos 2 molhos (Pomodori “Speciale” & Alfredo)

Ingredientes para 2 pessoas

Carne

400 g. de entrecote ou contra filet, de preferência de gado Red Angus

Macarrão

300 g. de Mini Penne Rigate Barilla ou, na falta deste, um penne de boa qualidade em tamanho normal.

Molho vermelho (Pomodori “Speciale”)

4 tomates Andrea bem maduros, picados sem pele nem semente

1 colher de sopa bem cheia de azeitona preta picada

1 colher de sopa bem cheia de pimentão amarelo picada

1 colher de sopa bem cheia de manjericão fresco picado

1 colher rasa de sopa de cebola branca ralada

1 dente de alho picado

2 colheres de sopa de azeite de oliva

Molho branco (Alfredo)

200 g de creme de leite

1/2 xícara (chá) de queijo parmesão ou Grana Padano meia cura ralado na hora

4 colheres (sopa) de manteiga em temperatura ambiente

Sal, pimenta do reino e noz moscada a gosto

Como fazer

Carne: Tempere só com sal grosso e sele de todos os lados fritando de preferência numa frigideira ou panela de ferro bem quente. Se desejar mais passada por dentro,, asse em seguida entre 3 e 5 minutos em forno médio, cobrindo a assadeira com papel alumínio.

Massa: Cozinhe em bastante água com 1 boa pitada de sal, até ferver e escorra.

Molho vermelho (Pomodori “Speciale”): Misture bem todos os ingredientes num refratário, regue com azeite, cubra com papel alumínio e asse por cerca de 5 minutos em forno médio, apenas para amolecer o tomate e o pimentão.

Molho Alfredo: Coloque o creme de leite em uma tigela refratária ou de inox.  Leve ao fogo médio, em banho-maria, numa panela com 1 litro de água. Deixe por 3 minutos, mexendo até amornar.  Abaixe o fogo e acrescente o queijo aos poucos, batendo sempre com um batedor manual. Coloque também aos poucos a manteiga batendo sem parar para obter uma textura cremosa e homogênea. Se preciso, use um pouquinho da água do cozimento do macarrão, sempre pondo aos poucos. Tempere com sal, pimenta do reino e noz moscada a gosto e retire do fogo.

receita

Montagem do prato: Ponha de um lado o molho Alfredo e sobre ele o entrecote, do outro lado o penne e sobre ele o molho all Pomodori. Enfeite com um galho de manjericão fresco.

Dica de vinho para acompanhar: Um tinto de média potência com alguma madeira pode se sair muito bem. Pensando assim, abri o chileno “Isla Negra Hih Tide” Cabernet Sauvignon, safra 2011, com 30% do vinho estagiado em barricas de carvalho francês de primeiro uso. (Faixa de preço entre 43 e 50 reais) Esta vinícola “eco friendly”, situada num povoado costeiro do vale central do Chile, numa “falsa” ilha de frente para o Pacífico, apresenta o vinho numa inovadora garrafa ultra leve, que necessita bem menos energia e menos emissão de gases de efeito estufa. Voltando ao conteúdo, apesar do varietal Cabernet Sauvignon no rótulo, esta safra contém, como permite a lei daquele país, 15 % de outras castas, no caso a Carmenére. O resultado: um vinho com um nariz a princípio tímido mas que evoluiu aos poucos numa taça maior, trazendo frutas vermelhas bem maduras, alguma baunilha e especiarias doces, como páprica. No paladar, sente-se a  boa extração de frutas, taninos macios, médio volume na boca e agradável final, que me lembrou um bom Chianti.  Toque levemente adocicado, equilibrado com acidez no ponto certo. Com o prato, se portou muito bem, principalmente após uns 15 minutos na taça. Bom usar um aerador para servir.

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