Vinho e Mulheres

"Chega um momento na vida de toda mulher quando a única coisa que consola é uma taça de Champagne." Bette Davis


“Chega um momento na vida de toda mulher quando a única coisa que consola é uma taça de Champagne.” Bette Davis

A cada dia mais mulheres vem descobrindo e adotando o vinho como sua bebida predileta. Principalmente aquelas sensíveis aos detalhes e virtudes sensoriais, reflexivas e amantes da diversidade essencial, seja na taça ou no ato de brindar. Todos atributos que podem ser emprestados a esta bebida milenar, tão sedutora e generosa como a fêmea.

E além de toda identidade emocional, o que não faltam são estudos que, racionalmente, também colocam o vinho e a mulher, como um par ideal.

Pesquisas diversas, testes in vitro e ensaios in vivo têm buscado comprovação para os efeitos benéficos do vinho em relação ao câncer de mama e de ovário, por exemplo. Os resultados que apontam a ação positiva dos polifenóis presentes no vinho foram similares em “pesquisas realizadas com mais de 600.000 mulheres no Departamento de Nutrição da Escola de Saúde Pública de Harward, nos Estados Unidos e no Departamento de Epidemiologia, Nutrição e Toxicologia do Instituto Maastricht, na Holanda”. Como relata Cláudia Stefenon, enóloga e  mestre em biotecnologia, que acompanhou vários artigos científicos do gênero,  “um estudo com mais de 3000 mulheres durante 8 anos, conduzido no Departamento de Nutrição do Simmons College, em Boston (EUA), demonstrou o mesmo quadro no que diz respeito ao câncer de pele. E resultados alentadores são observados em relação ao consumo moderado de vinho pelas mulheres x pressão arterial elevada, infertilidade feminina, climatério, menopausa e osteoporose. Considerando essas doenças, outras 300 mil mulheres fizeram parte de diversos estudos realizados em institutos e universidades ao redor do mundo.” Lembrando que: vinho não é remédio nem vacina. Não opera milagres em quem não leva uma vida minimamente saudável, que contemple uma dieta equilibrada e prática de exercícios físicos  E nem moderadamente deve ser bebido se há contra indicações médicas específicas, para qualquer dos sexos.

mulheres e vinhos

Mas, passando para o mérito da escolha, um dos prazeres rituais do vinho, quais os tipos  que mais tocam a alma feminina. Muitos dirão automáticamente: o Champagne. Mas em minha opinião, já se foi o tempo em que esta óbvia relação, baseada no charme e na elegância, seja a única notória. Hoje, muito além do glamour, há mulheres Malbec: potentes (senhoras de si mesma) e até viris. Há mulheres Tannat: talvez um pouco duras a princípio, mas muito amáveis, se bem compreeendidas. Mulheres Pinot Noir: talvez um pouco difíceis, mas por trás de uma aparente fragilidade, despertam muitas surpresas e uma grande complexidade. Mulheres Sauvignon Blanc: Alegres, sutis, de bem com a vida e descompromissadas. E até mulheres Porto: doces, mas no fundo bem maduras e densas, companhias ideais para uma boa e reveladora conversa.

Emfim, há sempre a possibilidade de um momento, um vinho e uma mulher, que se completam. Como diria Drumond, em “Desejos”:

“Ouvir a chuva no telhado,

Vinho branco

Bolero de Ravel

E muito carinho meu.”

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