Então…é reacordar sempre

Reveillon, palavra francesa derivada do verbo réveiller, formado do prefixo “re” + éveiller, do latim evigilare, ou acordar. Significava inicialmente uma refeição feita tarde da noite, daí provavelmente o “reacordar”…para comer. Ok, isso não faz a menor diferença, o que importa é que passado o tempo, a expressão ganhou o mundo, como o nome da ocasião festiva que marca a passagem do ano, na qual, além de nos confraternizarmos com a família e os amigos, nos enchemos da mais necessária utopia ao som dos fogos, e de boa comida e bebida, que ninguém é de ferro. Sim, muitas vezes nesta hora não podemos estar de fato, exclusivamente na companhia dos mais caros amigos. Mas podemos escolher bons (e não tão caros) vinhos que combinem conosco, com a ocasião e com a comida normalmente servida antes ou depois da tradicional trilha sonora: “Adeus, Ano Velho….”

Espumantes: Reveillon sem “estouro” e brinde não dá. Como já é de conhecimento geral, o vinho espumante é o grande destaque brasileiro na vinicultura. Mas nem sempre bons rótulos nacionais são encontrados em supermercados, por isso é bom conferir em casas especializadas ou na internet. Salton, Miolo, Casa Valduga, Casa Perini, Vallontano e Cave Geisse são exemplos de bons produtores. Prefira os do tipo Brut, mais secos, refrescantes e versáteis para acompanhar bem praticamente todo tipo de comida.

Brancos e Rosados: Para refrescar, numa noite provavelmente quente em todos os sentidos, e “abrir os trabalhos” antes do jantar, acompanhando os petiscos leves, a pedida são brancos e rosados igualmente descontraídos, com acidez viva e muitos aromas que remetem ao campo. Uma boa dupla ibérica certamente irá agradar: brancos portugueses, de uvas regionais da terrinha, como Encruzado, Loureiro, Verdelho, Arinto e a Alvarinho, que faz os deliciosos vinhos verdes, ideais para acompanhar bacalhau. E rosados espanhóis, de uvas Garnacha e Tempranillo. Os da região de Rioja, e principalmente de Navarra, ao norte, são tradicionalmente os mais afamados. Julian Chivite e Bodegas Valdemar, são exemplos de produtores especialistas, que certamente não irão decepcionar, com rosados intensos, com paladar persistente e muito aromáticos.

Tintos: Os mais leves e jovens, com teor alcoólico abaixo de 13,5% , de uvas menos tânicas (com menos sensação de adstringência) e sem estágios longos em madeira, serão perfeitos para acompanhar o peru, o tender, o chester ou pernil. Merlot , Cabernet Franc, Pinot Noir e Tempranillo são castas que normalmente dão vinhos assim. Melhor ainda, se forem de regiões de clima mais temperado.

Doces ou fortificados: para fazer par às sobremesas, os vinhos licorosos são absolutamente perfeitos. Um Porto do tipo Ruby, mais jovem e frutado, se casa com sorvetes, geleias ou doces com frutas vermelhas. Já um Porto do tipo Tawny, mais velho, com aromas e sabores de frutos secos, são ideais para tortas com amêndoas, chocolate ou café. Os vinhos brancos do tipo Late Harvest, ou Colheita Tardia, são feitos com uvas supermaduras e também agradam, combinando bem com doces mais leves e à base de frutas, como muitos da cozinha mineira.

Um brinde à amizade  (whit a little help from my friends)

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