Dúvidas de quem bebe ou não (mas tem dúvidas quanto a isso…)

Parte I

ebrio

Qual é a diferença entre espumante e champanhe?

Espumantes são vinhos que contém bolhas de gás carbônico, resultado de um processo natural de fermentação, na garrafa ou em grandes cubas. E este é o termo “oficial” no Brasil: Espumante, na Argentina: Espumoso. Na Espanha: Cava, na Itália: Asti, Franciacorta, na Alemanha, Sekt….e na França, além do Cremant temos o Champagne, como denominação de origem, ou seja, este é o nome da única região daquele país aonde este vinho é feito, sempre com segunda fermentação na garrafa.

A origem da água influencia na qualidade da cerveja?

Qualquer cerveja tem cerca de 90% de água. Talvez por isso algumas cervejarias vendem o conceito da localização perto de fontes minerais como um diferencial. Mas isso é coisa do passado, pois com a com a tecnologia bioquímica de purificação existente hoje “pode-se fabricar cerveja até com água do mar” como diz o mestre cervejeiro da Heineken no Brasil, Ricardo Negretto. Cai aqui um “mito butequeiro”.

Quais são as diferenças entre os vinhos seco e suave?

A diferença básica está na quantidade de açúcar na bebida. O vinho seco, contém de  0 a 5 gramas de açúcar por litro; o Semi-Seco ou Meio Seco de 5,1 a 20,0 gramas de açúcar por litro.

Já o Suave (não confundir com “Soave”, um tipo de uva italiana) tem sabor doce pronunciado, com mais de 20,1 gramas de açúcar por litro. Com todo respeito ao gosto individual mas, o consenso mundial entre os apreciadores de vinho é que vinho bom é vinho seco, exceção feita aos vinhos doces chamados “de sobremesa” ou aos fortificados, como os vinhos do Porto. Quem ainda pensa o contrário, o convite é que “abra sua mente”…e experimente um tinto seco com um mínimo de qualidade, neste caso, geralmente acima do patamar mínimo de uns R$20,00 reais (abaixo disso é quase impossível). Detalhe importante: provavelmente você não terá mais aquela dor de cabeça no doía seguinte.

Vinho “Reserva” é melhor?

Melhor, necessariamente não, depende do gosto do apreciador. Mais maduro, sim, principalmente se o vinho é europeu, onde há nos principais países produtores, rígida legislação para o uso dos termos “reservado (Espanha) riserva (Itália) garrafeira (Portugal)”. Eles só podem ser usados para vinhos que passaram um bom tempo estagiando antes de serem comercializados. Na Espanha, por exemplo, mínimo de 1 ano em barricas de madeira e 2 anos em garrafa. Já no Chile ou na Argentina, não há leis que padronizem o uso da expressão ,que às vezes é enganoso, pois há casos de rótulos com a expressão “reservado” em que o produtor tenta se justificar dizendo que se trata de uma separação das melhores uvas de uma colheita…sei. E coisas do tipo: “seleção especial, colheita da família, reserva pessoal”…podem ser apenas estratégias mal intencionadas de marketing…ou não, depende da qualidade do produtor. Mas emfim, vinho reserva não é melhor, mas diferente de vinhos jovens que não passaram pelo mesmo processo, e que podem ser tão maravilhosos quanto, ou até melhores.

Cerveja e chope com ou sem espuma?

A espuma retém gás carbônico, conservando o frescor, o sabor e o aroma da bebida por mais tempo. E é um isolante térmico natural, mantendo também a temperatura. Sem o famoso colarinho, o chope ou cerveja  oxida e se torna “mais pesado”. Quem ainda pensa o contrário e acha que a espuma “que dá um trabalho danado fazer,” não faz parte da bebida… não tem jeito, vai passar o resto da vida trocando quantidade por qualidade.

Como saber se o whisky é falsificado?

Teste do fogo: se pegar por muito tempo, tem álcool misturado. Teste do som: se após sacudir a garrafa e depois bater com uma caneta bic (detalhe) o som ficar mais grave do que antes, é porque tem malte concentrado e é original. Teste das bolhas: Ao sacudir a garrafa, se as bolhinhas persistirem e ficar aquela “baba de baleia” (sic), pode dar a garrafa pro seu amigo chato do trabalho. Do cheiro: esfregue o líquido na mão e cheire. Se o odor for amadeirado, trufado, beleza. Se o que sobressair for álcool ou algo parecido com iodo ou remédio, esqueça.” Emfim, o que não faltam são dicas de entendidos por aí, algumas até com sentido lógico. Na verdade, as falsificações grosseiras são facilmente percebidas por qualquer pessoa que já tenha provado um bom whisky original, pois costumam ter a cor, sabor e aroma muito alterados. O que mais acontece é o whisky “transplantado”, ou seja, o meliante coloca numa garrafa de Johnnie Walker (infelizmente o mais usado, pois é o importado mais vendido no Brasil), um uísque nacional inferior, e aí, na balada, com muito gelo e pouca experiência, “shazan”, vem aí o homem ressaca. Por isso, as melhores dicas talvez sejam: 1) se você gosta mesmo do seu whiskinho, saiba que não existe whisky bom por 20 reais a garrafa, nem daquele seu chegado que veio com um negócio imperdível de Miami, ok? 2) Ao terminar uma garrafa, amasse a tampa e corte o dosador, estrague o rótulo. Assim você não facilita a vida do sujeito que vai por em risco a sua, certo?

 

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