Obra prima abaixo de zero.

É o IceWine, ou “vinho do gelo”, que teria surgido de forma acidental na Alemanha no final do século XVIII. Conta a estória que um proprietário alemão ao voltar de uma viagem de negócios, viu que havia perdido o tempo da colheita e as uvas estavam congeladas. Mas ele as colheu e o processou o que deu origem ao chamado  Vinho de Inverno, que durante muito tempo foi um segredo alemão. Só na década de 60 é que a técnica se espalhou pela Europa, chegando por fim ao Canadá, que hoje se destaca neste estilo de vinho, que pode ser tinto ou branco.

O rendimento é tão baixo que uma videira chega a produzir apenas uma garrafa de 375 ml. Esta é uma das razões dele ser um dos vinhos mais caros do mundo. Os açúcares e outros sólidos dissolvidos não congelam, mas a água sim, permitindo um mosto mais concentrado, com acidez preservada, já que é prensado a partir das uvas ainda congeladas.

E pasmem, o Brasil também faz IceWine. Numa madrugada em junho de 2009 na Vinícola Pericó, de Santa Catarina, as temperaturas caíram a – 7,5ºC , permitindo a imediata colheita das uvas Cabernet Sauvignon congeladas, em pleno país tropical, mas a 1300 m de altitude, para se fazer uma raridade: o 1º e único “vinho do gelo” genuinamente brasileiro, lançado em outubro de 2010, com grande repercussão internacional. Em 2011, já foi colhida a 2ª safra, a -9ºC, que a esta altura já deve estar saindo de sua hibernação em barricas de carvalho francês para o engarrafamento.

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