Vinho velho é vinho bom?

Da próxima vez que você ouvir: “você é como um bom vinho, quanto mais velho melhor”, questione o “elogio”.  Esta analogia vem caindo por terra a cada dia, pois não reflete maia a realidade da fabricação e guarda de vinhos. Sim, existem alguns vinhos, que melhoram muito com o tempo, com sabores e aromas bem mais repletos de nuances incríveis. Mas da última década para esta, são cada vez mais raros, até porque, com o aumento do consumo, a indústria tem pressa. Segundo a crítica inglesa Jancis Robinson, uma referência no setor, hoje só 10% dos tintos e 5% dos brancos devem ser abertos após 5 anos de colheita. Só 1% ficaria, de fato, melhor depois de uma década.

Na verdade, este ditado vem do tempo em que o processo de maceração, (a prensagem das uvas) era feito com menos tecnologia e esmagava demais os frutos, extraindo uma quantidade maior de taninos, uma substância necessária ao bom vinho, presente na casca e nos engaços da uva. Porém um vinho muito tânico, é um vinho muito adstringente, e necessita de tempo para ser “amaciado”. Hoje, as prensas hidráulicas e pneumáticas fazem o trabalho com mais suavidade, gerando vinhos com paladar menos tânico e com menos potencial de envelhecimento. O que também não quer dizer que vinhos mais jovens são melhores, só são diferentes, por serem mais frutados e menos complexos.

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