Papo de boteco

João Werner - Artista Plástico

“Beber bem e bater papo são duas artes com grandes afinidades entre si. E o melhor lugar para exercitá-las é o botequim. Há um consenso entre os grandes praticantes de que o bar, feito exclusivamente para beber e conversar, é o ambiente onde essas artes evoluem com notável fluência, que é percebida nas mesas de profissionais, gente que leva a sério o supremo ofício.

A função social do bar é justamente liberar os espíritos, fazer aflorar as identidades a fim de facilitar a conversa. Os temas vão surgindo naturalmente, fala-se de tudo um pouco. Importantes decisões sobre o destino da humanidade são tomadas. Política, sexo, futebol, discos voadores,  o chopp mais gelado, tudo é discutido. Há nas mesas uma fantástica cornucópia de onde brotam os mais interessantes assuntos. Advogados falam de medicina, empresários palpitam sobre música, músicos discutem política, vagabundos pontuam sobre direito do trabalho, tudo em desordem alternada, podendo mudar o ponto de vista a qualquer momento. A lógica, a coerência, podem perfeitamente ficar do lado de fora, já que o bom papo de boteco não tem censura e nem admite cobranças posteriores.” (In Paz na terra aos homens de botequim – Paulo Pellota)

Uma homenagem aos eternos donos de boteco, sacerdotes do confessionário boêmio. Hailton, Chico Guapé, Gelú, Paulo Jack, Ari Sastifa, Chiquinho Pão Véio, Geraldo da Escada, Biku´s, Tia Elza, Arturzinho, Arnaldo da antiga ZB, Levi, Moreira, Seu Inácio…e tantos outros. 

netuns.blogspot.com

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